Com sua volta, tinha um novo regulamento que favoreceu um poderoso grid. Seguia o formato das antecedoras, pelo anel externo, mas com o tempo estipulado de 1mi15seg, tempo esse que deveria ser aferido na classificação da prova.

Camilo Christófaro sai na frente na largada lançada dos 500 Quilômetros na sua décima-primeira edição em Interlagos Foto acervo Jussi Letho

Se por um lado incentivou carros e pilotos mais velozes, por outro não deu chance aos carros com menos preparação, com capacidade técnica menor, impedindo assim um provável risco de acidentes entre os participantes.

Largaram 18 carros, do nível do Bino Mark II, Fúria Alfa Romeo, Carretera Chevrolet Corvette do “Lôbo do Canindé” Camilo Christófaro, BMW, AC Porsche entre outros. Candidatos a vitória: Luiz Pereira Bueno no Mark II #47; Jaime Silva no Fúria Alfa Romeo 2150 #26; Jan Balder no BMW Spider #9; Anísio Campos no AC Porsche #6; José Tite Catapani na Alfa Romeo #94; Eduardo Celidônio no Snob’s Corvais #11; Roberto Dal Pont na BMW 2002.

Dada a largada lançada, Camilo e sua Carretera assumiram a primeira posição acelerando forte e já se distanciando dos demais. Na sequência vinha o bloco capitaneado por Jaime Silva de Fúria, seguido por Luiz Pereira de Mark II e Jan Balder no seu Esquife Voador. Com uma tática diferenciada, Luizinho se lançava nas curvas 1 e 2 com uma velocidade igual e entrava no retão em condições de seguir os líderes.


O lindo Fúria Alfa Romeo, construído por Toni Bianco nas mãos de Jaime Silva no início da prova Foto acervo Jussi Letho

Segundo relatos do próprio Luizinho, as curvas 1 e 2 fazia em quarta marcha aproximadamente a 175km/h, o que dava uma condição de final de reta de 210 km/h, e na curva 3 reduzida e a 140 km/h, chegando ao final da subida dos boxes a 160 km/. Com esse ritmo poderia estar em segundo no momento mas esperou o melhor momento, sendo uma prova longa tudo poderia acontecer.

Na prova, alternaram na liderança o Fúria e o Bino, com Camilo em terceiro, posições essas que trocariam com as paradas de boxes, onde Camilo assumiu novamente a liderança. Mas depois de voltas na liderança foi a vez de Camilo rumar para os boxes e já com problemas para não mais sair, o motor lhe traiu, com a queima da junta de cabeçote.


Na foto acima, o momente em que o Bino perde o capot traseiro na curva 2 e abaixo o duelo dos postulantes a vencer a prova, o Fúria de jaime Silva e o Bino de Luizinho Foto revista AE

Aconteceram episódios inesperados de uma prova longa, Catapani arremessou um objeto que foi direto no para-brisa do Fúria de Jaime Silva quebrando e com a forte pressão aerodinâmica foi a vez da traseira do Fúria se soltar obrigando Jaime a seguir para os boxes.


Aqui o Fúria já sem o para-brisa Foto revista AE

Com isso abriu caminho para Luizinho e seu Mark II rumo à vitória, mas Jaime saiu dos boxes decidido a descontar o tempo parado, tanto que na última volta chegou a metros do Bino. O lindo protótipo Snob’s Corvair projetado pelo ícone do automobilismo brasileiro, Ricardo Divila, chegou em terceiro nas mãos competentes de Eduardo Celidônio, sendo em seguida em quarto lugar Roberto Dal Pont de BMW 2002.

Luizinho com estratégia capitaneada por Greco e equipe, fez as 156 voltas em 2h56min00, a uma velocidade média de 170,554 km/h, mas a melhor volta ficou com o valente Fúria de Jaime Silva com 1min05,4seg pelo anel externo do autódromo de Interlagos, palco de mais uma edição dos 500 Quilômetros.

Fontes acervo Jussi Letho/Livro Interlagos-Paulo Scali/Revista AE

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